Guarda flores entre as paginas dos livros achando que quando secarem seus sonhos se realizarão....... desenha flores nas aguas do rio e vê formas nas nuvens que passam..... Não é louca..... apenas não gosta do mundo que vive .Quer sair.....mais sabe que morrera nele.......um dia...... Adriana Martins

Amigos

Pequenas flores do acaso


Mulheres da vida
Que vida não tem
O corpo é comercio
O amor,
de ninguem..
São rosas feridas
meninas serenas
são mil Madalenas
Sem rumo,
sem lei
São elas pequenas
Mulheres meninas
Vivendo nas esquinas
sem ninguem para salva-las
Tira-las da vida
Dar-lhes saida
torna-las alguem
livra-las das pedras
das ruas quebradas
da dura jornada....
Flores de ninguem
Mulheres da vida
Que vida não tem..........
momentos comprados
instantes roubados
meninas ainda
sem sonhos nenhum
Se arrastam na noite
drogadas,
perdidas
vidas vazias
a espera do dia
para descansar
meninas ciranças
sem esperança
nesse jogo perdido
de vida
e de morte
onde algumas
com menos sorte
encontram a morte
Pequenas estrelas
sem brilho algum
que vendem seus corpos
sem prazer nenhum
mulheres da noite
sombras do dia
mulheres crianças
sem sonhos
nenhum......



2 comentários:

  1. A poesia fala tudo, a orla do RJ esta cheia de mulheres meninas, hoje cedo na reunião eu ia comentar isso com você, achei muito bonito como escreveu Dri, Parabens

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  2. É um poema que,me parece, esconde atrás de (ou revela?) uma profunda reflexão sobre este assunto tão delicado e polêmico. Acho que o teu olhar sobre essas "flores de ninguém" é um olhar de um ser humano para outro ser humano.

    Parabéns pela sensibilidade. Laila tov - boa noite.

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